Teotônio fala a Bruta na cadeia

Tinha quase dezesseis anos feitos quando abri mão de tudo que tinha a perder de meus pais. Estava fartamente servido do que o ensino comprado tinha a me oferecer, e ansiava pela fome de mundo que só as estradas de terra poderiam me oferecer. Por cinco dias amarguei o arrependimento,  a grandeza de meu gesto … Continue lendo Teotônio fala a Bruta na cadeia

Se eu pudesse comer livros

  Sempre pensei que eu não pudesse comer livros; na verdade, sempre acreditei que os livros não servissem para nada, fossem anti-pragmáticos meio que por definição – Borges diz que são um dos artefatos mais curiosos criados pelos humanos, e eu acabei adicionando por conta própria a desfuncionalidade. Assim, eles servem para alguma coisa, claro … Continue lendo Se eu pudesse comer livros

Comentário a “Regras de linguagem na psiquiatria – burocracia e má fé”, de Franco Benetti

Jorge Luís Borges não era um entusiasta do elogio das criações; para ele as ideias ocorriam à pessoa a quem ocorriam por acaso, e não por mérito – é exemplar nesse sentido o prefácio de um livro seu em que ele se desculpa aos leitores se eventualmente escreveu algo que “pertencia” ao leitor antes que … Continue lendo Comentário a “Regras de linguagem na psiquiatria – burocracia e má fé”, de Franco Benetti