Hoje, amor, hoje é dia dos namorados. Deixa eles. Deixa eles e vamos, nós, como se não houvesse tempo, dar uma volta; a gente pega o metrô, vai pra Paulista, roda por ali juntos, meio bobos meio alegres, fala um pouco das pequenezas da vida, faz planos que a gente sabe que não vai cumprir, … Continue lendo Dia dos namorados
Tag: cotidiano
Hoje é aniversário do Pedro – parabéns, Pedro!
Lembro do tempo, largo atrás de mim, em que se comemoravam os dias dos meu anos. Éramos jovens, e havia um plural que fazia sentido, eu era parte de um “nós”, e era ali em meio àquele nó que o fio hoje solto da minha vida cosia sentido a quem de fora via. “Belos olhos, … Continue lendo Hoje é aniversário do Pedro – parabéns, Pedro!
Dia do trabalho, dia do trabalhador
Eva acordou cedo no dia do trabalho. Não parece que ela sabe que hoje é dia do trabalho, todo dia é dia de trabalho, todo dia é do trabalho, o trabalho que é dono de Eva. No dia do trabalho, como em todos os dias, Eva e Maria e Carmen e as outras cujos nomes … Continue lendo Dia do trabalho, dia do trabalhador
Na UTI – monólogo a Elis
Oi. Se incomoda se eu falar? Ha! Claro que não... mas pra mim mesmo é estranho; começar, sabe? É estranho. Então... queria ler uma coisa pra você, que escrevi um dia desses pensando em você. É assim: "eu quero te contar, meu grande amor, de coisas que aprendi nos livros. Não que eu tenha sonhado, … Continue lendo Na UTI – monólogo a Elis
Molloy e o astrolábio
e é assim que eu começo, porque é assim que acontece: a gente se vê de repente lançado nas circunstâncias, e quando tenta inscrever contornos e limites tudo o que consegue é falsear esse abrupto que é viver. porque não é organizado e regulamentado, não é. não soaram os três alarmes antes do meu parto, … Continue lendo Molloy e o astrolábio
Domingo no parque
e ficamos ali, como que esquecidos à margem do tempo. Vinha gente de todo canto, passavam por nós com saquinhos de pipoca, espetos de algodão doce, copos de refrigerante imensos imensos, e eu abraçado a ela contemplava aquilo tudo como se fossem os elefantes surrealistas do dalí, e como se estando ali à sombra da … Continue lendo Domingo no parque
Águas passadas
Roberto, quando te vi pela última vez estava com meu vestido preto, lembra? Preto, porque estava de luto. Tanto eu como você usávamos óculos escuros, que eu descobri com surpresa que não precisava ter usado, já que não chorei, nem a caminho do cartório, nem lá, nem depois. Supreendi-me, também, ao ver quão pouco os seus … Continue lendo Águas passadas
10 movimentos para tentar pensar, e uma pirueta no final porque eu não me aguento
1. Anti-pt, anti-corinthians, anti-judeu, nada disso tem o estatuto de posicionamento ativo: são mais propriamente tampões de ressentimento social, que situacionalmente adquirem o papel de cheques em branco. 2. É possível ser anti-pt de forma construtiva, obviamente, mas isso depende da assunção clara de um projeto de oposição e da articulação de postura e projeto … Continue lendo 10 movimentos para tentar pensar, e uma pirueta no final porque eu não me aguento
Na esquina da Artur com a Lisboa, um café
Encontrei Borges por acaso; na verdade, se ele não tivesse erguido o rosto para contemplar a curiosa imagem sobre o café, provavelmente eu não o teria reconhecido. Teria sido irônico, se alguém o pudesse saber, que um meu grande ídolo tomasse um café logo ao meu lado, no café do lado de casa, e eu … Continue lendo Na esquina da Artur com a Lisboa, um café
Loading “grandeza”… 50% complete
Olha só... eu me vi adulto, procurei bom senso, encontrei a curva, e achei melhor. Fui docilizado, nada em si errado, só uma etapa de um reencontro em um destempero futuro, quando isso tudo parecer menos mesquinho, mais assustador e eu do susto tirar coragem para fazer o que se sói fazer quando o tempo … Continue lendo Loading “grandeza”… 50% complete







