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Olha só… eu me vi adulto, procurei bom senso, encontrei a curva, e achei melhor. Fui docilizado, nada em si errado, só uma etapa de um reencontro em um destempero futuro, quando isso tudo parecer menos mesquinho, mais assustador e eu do susto tirar coragem para fazer o que se sói fazer quando o tempo urge e o inimigo ruge e é necessário erguer-se, dar as mãos a quem estiver ao lado, convocar as armas justas para a batalha injusta em nome do sonho necessário de um mundo mais justo amanhã.

Encontro oportunidade para o desmazelo em pequenezas que fazem toda diferença quando a engrenagem engancha nos golpes baixos o grosso da perversidade de sua operação. Resta, resta ainda a dignidade do ofício mestre, da função maior da coisa mesma, mas, por central que seja, é pouco; gasta-se o fio e o corte, não pelo atrito e a fricção, mas pelo desequilíbrio imposto ao esgrimista, sem grandeza e sem requinte, coçando-lhe a planta do pé com uma pena, cutucando suas costas com o indicador em riste, incutindo-lhe medos e preocupações parvas, nada que apareça na câmera, nada que conclame, nada espetacular – só o pequeno, o pouco, o baixo, o indigno de nota. E no entanto…

Que o calcanhar seja menos nobre e menos hollywoodiano não impede que ele seja objeto de um ataque grave; que a ofensa seja pouca face à grandeza do ofício não desfaz a injúria que a desqualificação incute.

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