A irrupção do sublime – Metido à Carrasco #2

  Dizem que Masud Khan foi ao Himalaia, em busca de iluminação ou alguma experiência epifânica. De alguma forma é provável que todos que se aventuram nesse tipo de experiência absolutamente estranha à rotina e aos prazeres mais "à mão" procurem algo dessa ordem - uma ruptura, um novo.   Reza a lenda que Khan … Continue lendo A irrupção do sublime – Metido à Carrasco #2

o Deus triste das feias freiras

Chove. Chove e a vida tempo louco eu; eu. *  *  * ... chances as teve, muitas, várias, e a cada curva o novo se lhe afigurava velho Os traços nos rostos das pessoas eram rugas As marcas no asfalto era desgaste As flores eram o prenúncio da morte A brisa era frio e fome … Continue lendo o Deus triste das feias freiras

A mãe ficou irritada e decepcionada, e não quis que ele ficasse com ela na cozinha

Agora ele era rei. Se via de baixo, lá no topo, e o castelo alto, alto. Ele olhava a imensidão de seu reino; estava muito calmo. A seu lado, seu leão apoiava a cabeça nas patas dianteiras cruzadas, como se contemplasse também o reino. E agora ele tinha uma missão - os bárbaros invadiam seus … Continue lendo A mãe ficou irritada e decepcionada, e não quis que ele ficasse com ela na cozinha

As ondas que quebram na praia – borgeana #2

  Borges abre seu "biografia de Tadeo Isidoro Cruz" alertando ao leitor que não dispõe de elementos nem competência para traçar a trajetória e os significados da vida do biografado. Assim, o texto em que se aventura consiste no relato do momento preciso em que Cruz se viu confrontado com seu destino, momento em que posicionou-se para … Continue lendo As ondas que quebram na praia – borgeana #2