Date: Sun, 30 Jan 2011 16:11:20 -0200 Subject: sua pergunta de faz tempo From: w@g.com To: j@h.com E aí, J! Você me fez há muito tempo uma pergunta simples: o que eu achava dos medicamentos. Desculpe se demorei demais pra responder, mas me custou um tanto de clareamento pra conseguir responder honestamente. Como eu disse … Continue lendo Uma conversa, uma oportunidade, um e-mail #2
perder-se – Ruínas de Astérion
I. O medo se aguarda no bolso direito, do paletó. Just in case. Anda-se em linha oblíqua, em direção à segunda estrela. À direita. Até o amanhecer. Somos muitos, mas poucos são os que sobrevivem aos primeiros dias. Porque o medo já não espera muito. Muitas das curvas … Continue lendo perder-se – Ruínas de Astérion
As ondas que quebram na praia – borgeana #2
Borges abre seu "biografia de Tadeo Isidoro Cruz" alertando ao leitor que não dispõe de elementos nem competência para traçar a trajetória e os significados da vida do biografado. Assim, o texto em que se aventura consiste no relato do momento preciso em que Cruz se viu confrontado com seu destino, momento em que posicionou-se para … Continue lendo As ondas que quebram na praia – borgeana #2
T’s some blues you got
- Enche um Cynar pra mim, ô Tonho! Tonho enche, quieto. Bate o copo na frente dele. Olha bem pra ele enquanto ele pega o copo, sem olhar pro Tonho. Tonho pergunta: - Que aconteceu? Vai pra casa! - Eu ia. Descarregou a porra do bilhete, sei lá. Eu pus cinquenta conto ontem mesmo, … Continue lendo T’s some blues you got
Breve devaneio, dois dias depois de encontrada a carta sobre a mesa da sala quando imaginou que tudo estava bem
Ele teria um barco, e seu barco se chamaria "O desengano". A bordo do desengano ele singraria mares e vidas, e a dor de uma amizade rompida, e uma estadia num país estrangeiro trocado por outro ainda mais estrangeiro, porque ele ama a vida e não as coisas da vida e seu tempo … Continue lendo Breve devaneio, dois dias depois de encontrada a carta sobre a mesa da sala quando imaginou que tudo estava bem
Marina – mais uma do executivo
"Quantas padarias tem São Paulo?" [ Foi há um certo tempo que perguntaram; a pergunta não deixa de ser boa. Quantas padarias haveria na cidade? Quanta gente tomando pão com café? Quanta gente checando seus e-mails em seus celulares, arrumando seus cabelos com espelhos diminutos? Dez mil, imagino. Ou não, talvez mais: quinze mil padarias. Isso … Continue lendo Marina – mais uma do executivo
De tudo um muito ou Formatar/resetar/ejetar 2
Ele queria poder esmurrar o telefone na janela; queria quebrar a janela do táxi com o telefone - e quebrar o telefone com a janela do táxi. [você não merece o dinheiro que tem] [você não merece nada] [o mundo te odeia] [você não tem estilo nem talento] Mas o telefone e a … Continue lendo De tudo um muito ou Formatar/resetar/ejetar 2
Sobre os meteoros – borgeana #1
Não conheci Bachelard, nem Ricoeur - viveram num país que não o meu, num tempo igualmente estranho a mim, e morreram antes de que eu nascesse, pelado e infante, em São Paulo. Seja como for, muito se ouve falar deles e do que pensavam do mundo e muito desse muito que se ouve quem … Continue lendo Sobre os meteoros – borgeana #1
… e todos os livros que nunca li
O mais sincero seria começar esse texto declarando minha tristeza em escrevê-lo, por tudo o que ele me custa; mas não me aguento nisso já, contorno esta necessidade e volto a ela quando mais não puder. ...um dos livros que mais me marcou neste ano de 2010 é, sem dúvida, o "Fazes-me falta" … Continue lendo … e todos os livros que nunca li
A nova história
Teríamos flores [e festa como se o tempo fosse todo e todo nosso; como se a gente fosse tudo, sem falta, destroço, remorso E seríamos muitos, e felizes. E eles não poderiam mexer com a gente. Ah, não. E se mexessem eles nem existiriam mais; como bolas de sabão eles seriam, eles, os de fora, … Continue lendo A nova história



