Lamento do Império Colonial

Vínhamos - não todos, todos. Era um engano imenso, do tamanho de um país. Estávamos unidos, uma farsa só, bandeiras a tremular, corações a tremular, pensamentos, todos tão seguros, hasteados nos mais altos mastros. Sorríamos uns aos outros, encantados conosco. Era uma festa, e era uma redenção, uma luta ganha de antemão. Uma luta ganha … Continue lendo Lamento do Império Colonial

In_completa Sim_cronia

E agora o moleque está dormindo. Enfim. Agora posso perambular essa casa toda a passos largos, varrê-la livre e desimpedida, posso transitar acelerada entre o quarto e a sala, e o banheiro e a cozinha. Posso fazer o que quiser, e posso querer o que quiser, e posso conseguir querer fazer algo que eu possa … Continue lendo In_completa Sim_cronia

Demora

Ao Martin, ao seu ser de outro tempo, e ao meu não entendê-lo o melhor que posso Corre o tempo. Corre como um rio, convida à serena habitação de seu burburinho. Em meio ao outro, menor, mais afoito burburinho, corre o rio em seu mudo, pacato, inevitável, inaudível burburinho. Habitar o sereno burburinho do tempo … Continue lendo Demora

o ponto cego, o nó da costura do tempo e a solda improvisada com isqueiro

É certo, quase certo, que quando naufragar de vez esse nosso verde-amarelo submarino, terá vindo da avenida paulista a derradeira e decisiva rachadura. sabemos, como se soubéssemos, que é lá que se jogam no presente os trucos do passado e os blefes do futuro. é lá que se olham nos olhos os parceiros, certos de … Continue lendo o ponto cego, o nó da costura do tempo e a solda improvisada com isqueiro