Ele teria um barco, e seu barco se chamaria "O desengano". A bordo do desengano ele singraria mares e vidas, e a dor de uma amizade rompida, e uma estadia num país estrangeiro trocado por outro ainda mais estrangeiro, porque ele ama a vida e não as coisas da vida e seu tempo … Continue lendo Breve devaneio, dois dias depois de encontrada a carta sobre a mesa da sala quando imaginou que tudo estava bem
Categoria: Literatura
Marina – mais uma do executivo
"Quantas padarias tem São Paulo?" [ Foi há um certo tempo que perguntaram; a pergunta não deixa de ser boa. Quantas padarias haveria na cidade? Quanta gente tomando pão com café? Quanta gente checando seus e-mails em seus celulares, arrumando seus cabelos com espelhos diminutos? Dez mil, imagino. Ou não, talvez mais: quinze mil padarias. Isso … Continue lendo Marina – mais uma do executivo
De tudo um muito ou Formatar/resetar/ejetar 2
Ele queria poder esmurrar o telefone na janela; queria quebrar a janela do táxi com o telefone - e quebrar o telefone com a janela do táxi. [você não merece o dinheiro que tem] [você não merece nada] [o mundo te odeia] [você não tem estilo nem talento] Mas o telefone e a … Continue lendo De tudo um muito ou Formatar/resetar/ejetar 2
Sobre os meteoros – borgeana #1
Não conheci Bachelard, nem Ricoeur - viveram num país que não o meu, num tempo igualmente estranho a mim, e morreram antes de que eu nascesse, pelado e infante, em São Paulo. Seja como for, muito se ouve falar deles e do que pensavam do mundo e muito desse muito que se ouve quem … Continue lendo Sobre os meteoros – borgeana #1
… e todos os livros que nunca li
O mais sincero seria começar esse texto declarando minha tristeza em escrevê-lo, por tudo o que ele me custa; mas não me aguento nisso já, contorno esta necessidade e volto a ela quando mais não puder. ...um dos livros que mais me marcou neste ano de 2010 é, sem dúvida, o "Fazes-me falta" … Continue lendo … e todos os livros que nunca li
A nova história
Teríamos flores [e festa como se o tempo fosse todo e todo nosso; como se a gente fosse tudo, sem falta, destroço, remorso E seríamos muitos, e felizes. E eles não poderiam mexer com a gente. Ah, não. E se mexessem eles nem existiriam mais; como bolas de sabão eles seriam, eles, os de fora, … Continue lendo A nova história
Desterro
A moça aguarda no meio-fio. Aparentemente quer atravessar a rua - mas a idéia soa imprecisa, posto que não há carros passando e ela, ainda assim, aguarda. Ela olha para o lado de onde os carros viriam; está de frente à faixa de pedestres. Quererá ela atravessar? Se for esse o caso, o que a … Continue lendo Desterro
Da beira do mundo plano
... e tendo sido quase tudo por medo de não ser ninguém, à beira do caminho vê um engano; abaixando-se para alcançá-lo, percebe com curiosidade e espanto, ao levantar, que esqueceu-se, no caminho, o que deveria ter sido. Onde ficou? Revolve a terra de onde pegara o engano. Não, não está lá. … Continue lendo Da beira do mundo plano
Notas do obituário d’O Valenciano de dezembro de 1955
[Notas para o obituário de Boris Smirnakoff, que seria publicado na coluna "Personalidades" do jornal "O Valenciano", de 12 de dezembro de 1955. O obituário foi redigido por João Mendes e entregue aos cuidados do editor da seção de Personalidades de Valência (também encarregado das colunas de Esportes, Cotidiano, Notícias Internacionais e direção geral) Pedro Mendes. … Continue lendo Notas do obituário d’O Valenciano de dezembro de 1955
Carta de B.Smirnakoff a Nastasja
| o cartão postal reproduzido abaixo se encontrava sobre a carta; as condições de conservações de ambos eram deploráveis.| Prezada Nastasja, Assusta, se disser que ainda a amo? Não tenho como saber, e isso me entristece profundamente. Que aconteceu com você? Como foi sua festa de 18 anos? Fez faculdade? Casou-se? Teve filhos? … Continue lendo Carta de B.Smirnakoff a Nastasja





