Breve devaneio, dois dias depois de encontrada a carta sobre a mesa da sala quando imaginou que tudo estava bem

  Ele teria um barco, e seu barco se chamaria "O desengano".   A bordo do desengano ele singraria mares e vidas, e a dor de uma amizade rompida, e uma estadia num país estrangeiro trocado por outro ainda mais estrangeiro, porque ele ama a vida e não as coisas da vida e seu tempo … Continue lendo Breve devaneio, dois dias depois de encontrada a carta sobre a mesa da sala quando imaginou que tudo estava bem

Marina – mais uma do executivo

 "Quantas padarias tem São Paulo?" [ Foi há um certo tempo que perguntaram; a pergunta não deixa de ser boa. Quantas padarias haveria na cidade? Quanta gente tomando pão com café? Quanta gente checando seus e-mails em seus celulares, arrumando seus cabelos com espelhos diminutos?  Dez mil, imagino. Ou não, talvez mais: quinze mil padarias.  Isso … Continue lendo Marina – mais uma do executivo

Notas do obituário d’O Valenciano de dezembro de 1955

[Notas para o obituário de Boris Smirnakoff, que seria publicado na coluna "Personalidades" do jornal "O Valenciano", de 12 de dezembro de 1955. O obituário foi redigido por João Mendes e entregue aos cuidados do editor da seção de Personalidades de Valência (também encarregado das colunas de Esportes, Cotidiano, Notícias Internacionais e direção geral) Pedro Mendes. … Continue lendo Notas do obituário d’O Valenciano de dezembro de 1955

Carta de B.Smirnakoff a Nastasja

| o cartão postal reproduzido abaixo se encontrava sobre a carta; as condições de conservações de ambos eram deploráveis.|                                         Prezada Nastasja,  Assusta, se disser que ainda a amo? Não tenho como saber, e isso me entristece profundamente.  Que aconteceu com você? Como foi sua festa de 18 anos? Fez faculdade? Casou-se? Teve filhos? … Continue lendo Carta de B.Smirnakoff a Nastasja