Carta de B.Smirnakoff a Nastasja

| o cartão postal reproduzido abaixo se encontrava sobre a carta; as condições de conservações de ambos eram deploráveis.|                                         Prezada Nastasja,  Assusta, se disser que ainda a amo? Não tenho como saber, e isso me entristece profundamente.  Que aconteceu com você? Como foi sua festa de 18 anos? Fez faculdade? Casou-se? Teve filhos? … Continue lendo Carta de B.Smirnakoff a Nastasja

Em mim e eu

e tudo que se deu em mim. Não que seja muito Mas evidentemente dias e anos e lustros deixam suas marcas em formas múltiplas, incontáveis, exponenciais, e eu me vejo sendo muito mais do que de fato fiz de mim e me assusto com a minha própria sombra, muito maior do que jamais imaginei. E … Continue lendo Em mim e eu

Ruínas de Slow dancing in a burning room

[Clique no link abaixo; se necessário, espere a música carregar para iniciar a leitura. http://www.youtube.com/watch?v=hX-nuY9LJAs%5D    A história começa num ponto inenarrável.   Seria absolutamente ineficiente e errôneo buscar verbalizações de pensamentos dele, ou flashbacks, cortes de cena, o que quer que seja; começa-se necessariamente com a cena, e o silêncio, dos dois.   Eles se abraçam - … Continue lendo Ruínas de Slow dancing in a burning room

Distopia hiperbólica

Fonte: O Estado de São Paulo, 12 de julho de 2012, caderno Cotidiano, Pág. C10.  CET registra redução de 90% no trânsito da metrópole nos últimos 3 anos Prefeitura considera série de medidas um sucesso - "estamos construindo a São Paulo que todos querem ver", afirma Kassab. -------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------     São Paulo tem passado por uma série … Continue lendo Distopia hiperbólica

Os poros do chuveiro

[       Trilha sonora sugerida: http://www.youtube.com/watch?v=SfVBDBcWuA0       ]    3 dias.    Banho. Barba, louça, roupa, mesmo os pensamentos.     Banho.     3 dias.     Bizarro. Ridículo. Incompreensível, inimaginável.     E não faz o menor sentido. Eu sou uma pessoa absolutamente normal; eu era uma pessoa normal. Eu sou. Não. Não, não é, tudo certo, é isso.     Banho. … Continue lendo Os poros do chuveiro

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          Pra mor de ver minha própria sombra, eu ando muito de costas. É curioso, mas tropecei pouco, mesmo assim.                                                                                                         Quanto mais a sombra cresce, mais eu olho pra ela. Quanto mais eu olho pra ela, mais fácil ver ela crescer.            Isso tem acontecido tanto que já há um tempo eu não sei … Continue lendo .

Presságio ou Formatar/Resetar/Ejetar 2

            Recebi de troco na padaria uma nota de dois reais em que estava escrito, em letras garrafais: "EU ODEIO VOCÊ".             Espantei-me, depois, com a minha reação: olhei intrigado e questionador para o caixa, como se perguntasse a ele "por que você me odeia?".             O caixa, e me pareceu óbvio quando o vi … Continue lendo Presságio ou Formatar/Resetar/Ejetar 2

Prólogo a “eugenia, genocídio e genética”, de Boris Smirnakoff

                                                   Roberto Jabeiro, jornalista, filósofo e teólogo, escreve quinzenalmente para Nova Medicina: avanços em Genética e Teoria Social    A revista IstoÉ da última semana de julho, que caiu acidentalmente em minhas mãos em momento de incomum ócio, apresentava uma matéria rica, parcamente aproveitada: tratava de programa inaugurado pelo site de relacionamentos Beautiful People, que … Continue lendo Prólogo a “eugenia, genocídio e genética”, de Boris Smirnakoff