Texto participante da ciranda em parceria com Dayane Rodrigues: http://palavrasbambas.blogspot.com A fumaça do cigarro dança à sua frente e ela não vê. Seu olhar pende para o lado, contemplando os carros que passam. Os carros em suas múltiplas cores, as janelas abertas e as fechadas. No notebook aberto à sua frente o … Continue lendo Coro intervém ou Mensagens de força
Categoria: Literatura
Do Majestic, a queda
Sobre Alê e sobre Fábio, guarda compartilhada na ciranda com Dayane Rodrigues, Dayane do blog Palavras Bambas: http://palavrasbambas.blogspot.com/ O prédio. Finalmente, o prédio. Casinha. Água, banho, TV, comer alguma coisa. Tá, é isso. Tudo certo. Nada de mais. Vai passar. O prédio salta estranhamente aos seus olhos a cada passo que ele … Continue lendo Do Majestic, a queda
Do Majestic ao Partenon
Inspirado no conto Abrir-se-vos-á, de Dayane Rodrigues: http://palavrasbambas.blogspot.com/2011/10/abrir-se-vos.html? A primeira coisa que o atinge é a dolorida consciência da luz, toda aquela luz!, da luz do sol no rosto - só na metade esquerda do rosto. Apertando os olhos ainda fechados vira a cabeça, raspando o rosto colado à almofada na direção oposta, e … Continue lendo Do Majestic ao Partenon
As muitas vidas dos muitos homens das muitas ruas ou Sutil desencaixe
Quando eu te encarei frente a frente e não vi o meu rosto Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto, mau gosto É que Narciso acha feio o que não é espelho E à mente apavora o que ainda não é mesmo velho Pega uma revista Caras. Corre as páginas pelos … Continue lendo As muitas vidas dos muitos homens das muitas ruas ou Sutil desencaixe
Outro livro que não li
... ter o livro ao alcance das mãos, e ter o tempo de abri-lo, e querer abri-lo, e não abri-lo - pode? Eu quero ler; quero muito. Como pode? Já passei por isso antes, mas foi diferente. Há algum tempo apaixonei-me por um livro não lido. O livro tinha até uma versão … Continue lendo Outro livro que não li
Sobre nada, como tudo. ondas
Vou me comprar um erro. Um belo erro, comprido e redondo, que me ocupe e me faça perder noção do tempo, até o tempo acabar com isso de uma vez; com meu erro passa mais rápido o dia, e acaba logo a semana, e o mês, e o ano, e aí a gente morre … Continue lendo Sobre nada, como tudo. ondas
A irrupção do sublime – Metido à Carrasco #2
Dizem que Masud Khan foi ao Himalaia, em busca de iluminação ou alguma experiência epifânica. De alguma forma é provável que todos que se aventuram nesse tipo de experiência absolutamente estranha à rotina e aos prazeres mais "à mão" procurem algo dessa ordem - uma ruptura, um novo. Reza a lenda que Khan … Continue lendo A irrupção do sublime – Metido à Carrasco #2
breve queda
Aturdiu-se com a súbita queda do velho, do imperscrutável Camões. Viu-se escasseado - ah, esses dizeres! Feito em pouco viu que os dizeres eram-no o quase tudo, o pão que comia, o sono que dormia, era o que dizia e o que dizia ser. Pegou o charuto para melhor contemplar a … Continue lendo breve queda
Aquela – …que seja breve
Meu nome é João. Um nome besta, nome de um qualquer - acho um entendimento justo: "o João é um qualquer". ...eu tenho 42 anos, e sou professor de literatura numa escola pública, aqui em Osasco. Eu moro sozinho, numa edícula aos fundos da casa de minha mãe. Sou separado. Sou retratado aqui, em palavras, … Continue lendo Aquela – …que seja breve
o Deus triste das feias freiras
Chove. Chove e a vida tempo louco eu; eu. * * * ... chances as teve, muitas, várias, e a cada curva o novo se lhe afigurava velho Os traços nos rostos das pessoas eram rugas As marcas no asfalto era desgaste As flores eram o prenúncio da morte A brisa era frio e fome … Continue lendo o Deus triste das feias freiras

