O mundo é pequeno pra caramba Tem alemão, italiano, italiana O mundo, filé à milanesa tem coreano, japones, japoneza O mundo é uma salada russa tem nego da Pérsia, tem nego da Prússia O mundo é uma esfiha de carne tem nego do Zâmbia, tem nego do Zaire I. O mundo é pequeno pra … Continue lendo O mundo
Tag: cotidiano
Parar o trem
[Esse texto é uma homenagem ao blog de Naty Noguchi] Certa vez houve um debate, na França, entre dois grandes intelectuais: Foucault e Chomsky. Discutiam política e engajamento militante. Em algum momento do debate Chomsky levanta o ponto que gravou em mim indelevelmente o debate e a questão; dizia ele: se os cidadãos em algum … Continue lendo Parar o trem
T’s some blues you got II
[nota: esse texto cruza com outro bem anterior a ele publicado também neste blog, chamado "T's some blues you got"] Black... boa pedida, senhor: o Black é um belo whisky. Mas sabe que eu, nos meus tempos de whisky, tomava Chivas? Gostava muito do Black também, mas o Chivas me parecia mais... como chamam mesmo? … Continue lendo T’s some blues you got II
Gente, é urgente, juro
Ora vejo que me acompanham, ora vejo que me perseguem, ora vejam o tipo de absurdo a que me submetem, tomem nota, compadres, tomem tento, tem gente com medo de gente de dentro, e gente temendo que venham de fora os terrores maus tempos de infernos por vir, dizem que chamam na coreia, a do … Continue lendo Gente, é urgente, juro
O que te marca?
Olha pra mim, olha pra mim e diz do que te marca. Marcam-te as cruzes, As luzes De Natal e de shopping Ou os berros dos homens, Imagens de santo? Marcam-te os louros, Os ferros e os fogos, As mortes de idosos crianças nos morros, Marca-te a dor dos pobres que, Pobres, Sofrem sem … Continue lendo O que te marca?
Já há muito tempo não escrevo aqui. Tempo demais, talvez. Encontrei há alguns dias um amigo que se surpreendeu quando soube que eu postava em um mesmo blog textos de literatura e ensaios - ensaios tanto acadêmicos quanto políticos, para agravar; ele pergunta, sarcástico: "é como um querido diário, então?". Pode ser. Deve ser. Creio … Continue lendo
Finados
Se eu disser, quando eu disser, eu te digo dos possíveis. Sei que a gente não se fala muito, sei que faz tempo, mas repara: quando eu te procurar e te interpelar é em nome dos possíveis. Não passa muito por mim falar do que é, do que eu penso que é, do que seria … Continue lendo Finados
January Hymn
On a winter Sunday I go To clear away the snow And green the ground below April all an ocean away Is this the better way to spend the day? Keeping the winter at bay The Decemberists, "January Hymn" Hmpf... acordou, é fato. Ele virou de lado na cama; não que pretendesse voltar a … Continue lendo January Hymn
A vida do Alcides, e a morte
Tinha acabado de recomeçar e já precisava parar de novo – menos de dez minutos, dessa vez, e o maldito tremor já estragava o corte da plaina. Ainda bem que não tinha pensado em nenhuma grandiosidade, nenhum recorte arrojado, imagine só, não terminaria! Olhou para a placa de madeira, já com os ângulos quase prontos. … Continue lendo A vida do Alcides, e a morte
Se eu pudesse comer livros
Sempre pensei que eu não pudesse comer livros; na verdade, sempre acreditei que os livros não servissem para nada, fossem anti-pragmáticos meio que por definição – Borges diz que são um dos artefatos mais curiosos criados pelos humanos, e eu acabei adicionando por conta própria a desfuncionalidade. Assim, eles servem para alguma coisa, claro … Continue lendo Se eu pudesse comer livros






