Você pretende saber quem eu sou, né? Certo... então entra aí: a gente vai pra Santos. Claro! Você esperava um discurso? Um textão? Não, não, nada disso: vamos juntos pegar a estrada de Santos, aí você vai me conhecer. Teve aquela reforma uns anos atrás – talvez você nem lembre – e a coisa … Continue lendo Novas curvas na estrada de Santos
Deriva
Oi! Passo aqui, rapidamente, para compartilhar um espaço amigo: a revista literária virtual Deriva. A deriva lançou ontem sua quarta edição, cujo tema é intimidade. É possível acessar a página inicial da revista aqui. Nessa edição saiu um texto meu, chamado "O gênio ausente" (aproveito para agracecer à editora, Fabiane Secches, pelo convite), mas quero … Continue lendo Deriva
Horror e gozo
Tem mais gente nas sombras, agora. Chegam mais a cada dia. Eu olho com os cantos dos olhos, tão curioso quanto amedrontado. Sei há tempos que eles vêem, mas ainda assim não consigo olhar diretamente, como não consigo deixar de olhar. Nunca achei que eles pudessem realmente me fazer algum mal. No fundo acho que … Continue lendo Horror e gozo
Caixa 2
Por vezes me vem essa fantasia, portando consigo a angústia que ela veste: o mercado abre, o caixa atende a infindável procissão de velhinhos e outros clientes preferenciais, o mercado fecha e eu estou lá, os pãezinhos na mão, aguardando atendimento. Ou: faço meu cadastro na recepção do pronto socorro e sentamos na sala de … Continue lendo Caixa 2
O chão tá posto
Meu amado, tenho uma boa notícia: convidei um pessoal pra ir em casa. Na verdade convidei todo mundo! Seus amigos do futebol, o pessoal do Núcleo, meus colegas de trabalho, aqueles teus amigos do colégio... ótimo, né? Pois é, vai todo mundo almoçar em casa no sábado. Sábado de manhã, você deve lembrar, eu tenho … Continue lendo O chão tá posto
Tempo Rei é morto, vida longa ao rei
Há quem reze a Deus, a deus, a Cristo, aos deuses, à deusa, às Deusas, às cabras, há quem reze sem deus algum em mente, fiando a reza na força da palavra. E há quem reze ao tempo, feito Rei, a quem se roga transformar as velhas formas do viver. Gil o faz, e há … Continue lendo Tempo Rei é morto, vida longa ao rei
Marvels: superpsicanalistas, autores canônicos e reles mortais
Dedico esse texto a quem teve aula comigo e a quem fez e/ou faz supervisão comigo - porque eu respeito muito vocês, e porque vocês me inspiram. Todo mundo sabe que Freud explica; não só porque é o que diz o dito, mas porque tá na boca do povo: Freud, e a psicanálise … Continue lendo Marvels: superpsicanalistas, autores canônicos e reles mortais
… numa terra muito, muito distante
O clima de tensão era praticamente visível: havia uma espessura, uma expectativa, a espera por algum tipo de catástrofe ou milagre, havia medo e um esforço obviamente inútil de pretender normalidade. Em geral não se via muita gente. Já era tarde, os trens pegavam pouca gente nas estações, os faróis paravam poucos carros junto às … Continue lendo … numa terra muito, muito distante
Figo
Opa! Puxa, que bom revê-lo, menino! Cresceu, hein? Entra, entra, faz favor. Pois é, faz tempo. Bom que você veio! Quer um café? Passei agora há pouco. É, é mesmo. Então, sabe que desde que aposentei - faz dez anos já, acredita? - todo dia, de segunda a sexta, eu passo um café por volta … Continue lendo Figo
Por demos
Onde, quando estiver, onde? Nessas largas ruas, nessas parcas calçadas? No já não lembrar da terra soterrada? No poder mudar por já não querer nada? E se não? E se por outros, loucos, caminhos? Ou se não loucos, mas tão evidente, vergonhosamente outros? Óbvios, e supostamente nossos? E se pela ancestralidade? E se não cosmopolita? … Continue lendo Por demos


