Pra mor de ver minha própria sombra, eu ando muito de costas. É curioso, mas tropecei pouco, mesmo assim. Quanto mais a sombra cresce, mais eu olho pra ela. Quanto mais eu olho pra ela, mais fácil ver ela crescer. Isso tem acontecido tanto que já há um tempo eu não sei … Continue lendo .
Ruínas do Pontalis que eu nunca li
A palavra é a morte da arte. A palavra põe contornos e limites lá onde a experiência nua grita, lá onde surge o indômito apelo que faz na arte sua morada e expressão. Muitas vezes parece que há as artes da palavra, artes que são a partir das palavras que a possibilitam; … Continue lendo Ruínas do Pontalis que eu nunca li
Such doubts
A própria forma como eu escuto já é marcada pela expectativa de algum absurdo. Na semana anterior tive a oportunidade de ouvir um eminente defender parâmetros de "gestão de sociedade" a partir do cômputo da perda de anos de vida saudáveis - do ponto de vista da economia? Não! Da gestão do sistema de … Continue lendo Such doubts
Ruínas de encontro com Lia
Engraçado o jeito como ela aperta a banana; a força não é para segurar a banana, e com certeza não se trata de um "não saber a própria força": ela sabe que está amassando a banana e, aparentemente, gosta disso. É... não passou nem um minuto e ela já fez da banana uma … Continue lendo Ruínas de encontro com Lia
Presságio ou Formatar/Resetar/Ejetar 2
Recebi de troco na padaria uma nota de dois reais em que estava escrito, em letras garrafais: "EU ODEIO VOCÊ". Espantei-me, depois, com a minha reação: olhei intrigado e questionador para o caixa, como se perguntasse a ele "por que você me odeia?". O caixa, e me pareceu óbvio quando o vi … Continue lendo Presságio ou Formatar/Resetar/Ejetar 2
Breve comentário a Noite e Neblina, de Alain Resnais
[A câmera afasta-se lentamente de uma construção em ruínas]: afastamo-nos das ruínas - diz o locutor - como se nos afastássemos dos horrores do Holocausto; como se o que se passou fosse uma lembrança no passado, de um país, de uma época, em uma situação. É com essa provocação que Resnais encerra seu documentário, de … Continue lendo Breve comentário a Noite e Neblina, de Alain Resnais
Terceira margem: o cuidado entre a instituição de ensino e a instituição atendida
Este texto é a base de uma fala apresentada em um evento em 2008. Os cinco autores escreveram este texto tendo como objetivo a comunicação - e talvez, com isso, a elaboração - de uma experiência de estágio bastante difícil. Resulta de um processo de narrativa coletivo.Os cinco participantes deste processo estiveram envolvidos, no primeiro semestre … Continue lendo Terceira margem: o cuidado entre a instituição de ensino e a instituição atendida
Prólogo a “eugenia, genocídio e genética”, de Boris Smirnakoff
Roberto Jabeiro, jornalista, filósofo e teólogo, escreve quinzenalmente para Nova Medicina: avanços em Genética e Teoria Social A revista IstoÉ da última semana de julho, que caiu acidentalmente em minhas mãos em momento de incomum ócio, apresentava uma matéria rica, parcamente aproveitada: tratava de programa inaugurado pelo site de relacionamentos Beautiful People, que … Continue lendo Prólogo a “eugenia, genocídio e genética”, de Boris Smirnakoff
Emergentes
Praças de São Paulo terão R$15 mi para 'Projeto Belezura'; Serão revitalizados 225 locais em 11 subprefeituras, que terão 30 espécies de plantas e flores Foi na noite de amanhã que aconteceu. A chuva não parava havia dias; diligente, a água caía com intensidade e velocidade oscilantes. Por muito tempo … Continue lendo Emergentes
Vértices da alienação
Em Cidades Invisíveis, de Ítalo Calvino, Marco Polo narra a Ghengis Khan as cidades fantásticas que encontrou ao longo de suas viagens; cidades sem fim se seguem no livro, breves relatos, como se fossem sonhos, cidades não-todas, cidades-proposta, cidades-fantasia. Em meio aos relatos, Khan e Polo se desafiam, pensando se as cidades invisíveis são … Continue lendo Vértices da alienação






