O homem da tempestade (uma parábola)

Há algum sinal de mudança, talvez – um esgar de claridade, um indício de duna. Há uma presença do tempo, a insinuação de um tempo a existir, algo que só as bordas, a falhar, denotariam. Algo disso ocorre ao Homem da Tempestade, ainda que, aparentemente indiferente, ele siga, sem rumo, como haveria de ser, mas … Continue lendo O homem da tempestade (uma parábola)

O eurocentrismo que lastreia as histórias da Psicologia e da Psicanálise

            Esse texto coaduna algumas reflexões que me ocorreram por ocasião do belíssimo livro de Saulo Araujo, “O projeto de uma psicologia científica em Wilhelm Wundt: uma nova interpretação”, lançado pela UFJF em 2010 e decorrente da tese de doutorado de Araujo na Unicamp, defendida em 2007; mas se trata, estritamente falando, de reflexões: não … Continue lendo O eurocentrismo que lastreia as histórias da Psicologia e da Psicanálise

Loucura e intelectualidade: um depoimento e um manifesto

É como se eu fosse um pinguim, um pinguim que passou sua vida em um bloco de gelo; à minha volta só o mar inóspito, até onde a vista alcança, por todos os lados. Eventual e estupidamente, num dia que deveria ter sido um dia qualquer, neste dia eu caí. Caí; estou ali entregue ao … Continue lendo Loucura e intelectualidade: um depoimento e um manifesto

Tem raízes, o Brasil? Notas de leitura a “Raízes do Brasil”, de Sérgio Buarque de Holanda

O livro não é grande - na edição que usei, publicada em 1976 pela José Olympio Editora, o texto principal ocupa menos de 140 páginas (vindo acompanhado de um prefácio escrito por Antonio Cândido em 1967, que inclui umas dez páginas à encadernação).A publicação original é de 1936, de forma que, curiosamente, tanto o texto … Continue lendo Tem raízes, o Brasil? Notas de leitura a “Raízes do Brasil”, de Sérgio Buarque de Holanda