Construir as pirâmides

Estamos despertos, atentos, engajados: diligentemente caminhamos, passo firme, para cá e para lá, arrumando com esmero a cova rasa que em breve será nossa morada. Ou melhor: que já é nossa morada. Aqui vivemos, dia e noite, e se há algum lugar no mundo que podemos chamar de casa, só poder ser este. Talvez não … Continue lendo Construir as pirâmides

Não que eu possa

Não que eu possa ver Tecer uma verdade por nós dois   Não que eu possa crer Que haja esperança pra depois   Se a gente retomar Olhar uma vez mais Nos olhos do amor-pátria que um dia nos uniu Não quero escarnecer Mas que isso vá pra puta que o pariu   Bom senso … Continue lendo Não que eu possa

Tranquility Base Hotel & Casino, Arctic Monkeys, 2018

Pensei em escrever uma resenha do novo CD do Arctic Monkeys, "Tranquility Base Hotel & Casino"; aí desisti. Pensei em escrever porque discordei das duas resenhas que li - uma do Tony Aiex para o "Tenho mais discos que amigos.com", outra do Braulio Lorentz para o G1. As duas faziam referências à entrevista que o … Continue lendo Tranquility Base Hotel & Casino, Arctic Monkeys, 2018

Deriva

Oi! Passo aqui, rapidamente, para compartilhar um espaço amigo: a revista literária virtual Deriva. A deriva lançou ontem sua quarta edição, cujo tema é intimidade. É possível acessar a página inicial da revista aqui. Nessa edição saiu um texto meu, chamado "O gênio ausente" (aproveito para agracecer à editora, Fabiane Secches, pelo convite), mas quero … Continue lendo Deriva

… numa terra muito, muito distante

O clima de tensão era praticamente visível: havia uma espessura, uma expectativa, a espera por algum tipo de catástrofe ou milagre, havia medo e um esforço obviamente inútil de pretender normalidade. Em geral não se via muita gente. Já era tarde, os trens pegavam pouca gente nas estações, os faróis paravam poucos carros junto às … Continue lendo … numa terra muito, muito distante