Luiz Ruffato, 52 anos, escritor mineiro, autor de Eles eram muitos cavalos e tantos outros livros, concedeu entrevista a José Castello, publicada na edição eletrônica do Valor Econômico[1] em quinze de fevereiro deste ano, à meia-noite em ponto – imagino que Castello tenha entregue sua entrevista antes, e que ela tenha sido programada para ir … Continue lendo ESCRITA, OFÍCIO COMUM
Tag: cotidiano
Chiqueiro dos Homens – Adágio em tom menor
http://www.youtube.com/watch?v=RRMz8fKkG2g Piano Toco virava, só, na cama, dormiria ainda; mas a luz da cozinha pegou seu olho que piscava, coisa boba de sono leve, e tirou Toco dos braços do esquecimento. A perna tinha fugido da manta, e estava fria; o braço direito estivera por tempo demais preso debaixo do corpo, e mesmo o magro … Continue lendo Chiqueiro dos Homens – Adágio em tom menor
Acorda, amor (dubstep remix)
Eu, irritado, avesso, arisco, pouco fiz antes de ir dormir. Ela, meio entediada, ressentia-se de minha indisponibilidade, lançando em acusação dejetos da outra metade dela, a metade carente. Pouco falamos, na verdade. Meu dia, o ruim que foi meu dia, notícias esparsas sobre as licenciosidades das amigas dela, do absurdo dos acasos da rua, ah! … Continue lendo Acorda, amor (dubstep remix)
Some cave within (em ingles)
Yes, yes, I can certainly claim it to have started in that disastrous conversation with the German woman. But has it not been there for some time now, quietly resting, imminent, callous, unavoidable like a dragon in a cave? It certainly seems so, at this point. There has been this link, this unexpected and uncalled-for … Continue lendo Some cave within (em ingles)
As incríveis aventuras de Agenor, o Cotidiano
Às vezes o excesso de açúcar da Coca estraga o efeito do excesso de gelo e de gás; é uma pena, porque no mais das vezes a Coca comparece simplesmente para dar essa sensação estranha de uma espécie de leveza eufórica, uma espécie de filhote mal-gestado do gás com o brain freeze. De qualquer maneira, … Continue lendo As incríveis aventuras de Agenor, o Cotidiano
O burrinho e a lírica
Acordou, e ele era um burro. Não pelo Q.I., nem por murros que se daria em pontas de faca. Não pela fraca intuição dos fatos, mas pela certeza incólume ao não-saber, pelo que em ser-se incerto o burro impõe-se ao médio, e por saber-se falho encontra os atalhos que o levam longe sem … Continue lendo O burrinho e a lírica
INTERNET E VIRTUALIDADE
Usos e desusos da internet hoje. A internet e uma invenção recente – data, salvo engano, de 1995. Seus poucos anos de história destoam radicalmente da importância que ela foi adquirindo na vida de tudo e de todos hoje; se há pouco mais de 15 anos não havia internet em lugar nenhum (nem a falta … Continue lendo INTERNET E VIRTUALIDADE
Querido diário – das violências da escrita
Lembro de uma época, ainda na escola – primeiro, segundo colegial – em que tentei começar a escrever um livro. Tinha tido uma ideia, parecia ótima, e eu gostava de escrever. Se não me engano a ideia durou três páginas. O projeto, claro, era maior, em termos de ideias da estrutura do texto eu teria … Continue lendo Querido diário – das violências da escrita
Se numa noite de inverno
Frio, frio abraço da indiferente noite. Arremessado às vazias circunstâncias da massa inquieta perpasso-me em parnasianos devaneios e aconchegantes calafrios, anacrônico, estranho, alheio. Dissolvo-me no ondear de uma linguagem que, me invadindo, não me pertence, apagado como uma vela encerrada na parafina que a contorna em vida. Sendo em sido, historiado em … Continue lendo Se numa noite de inverno
Teotônio luz e sombra
Nascido em uma noite chuvosa e sem lua, Teotônio definiu-se ainda jovem um valoroso cavaleiro, um guerreiro das luzes. Nem bem entrara em anos e já se arrojava, impetuoso, em busca de sinais de sombra e incerteza contra os quais se poderia bater; era um homem com uma missão antes mesmo de ser homem. Sagrou-se … Continue lendo Teotônio luz e sombra



