PSICANÁLISE, PSIQUIATRIA E HISTÓRIA

 INTRODUÇÃO

Ela faz análise comigo já há bastante tempo1; tem uma dificuldade bastante grande para associar, e com frequência retoma temas que parecem uma reflexão introspectiva, mas que são marcados pela repetição e não-pensamento. Fui aprendendo que é importante respeitar a necessidade dela de retornar e se demorar um pouco nesse moto-contínuo, bem como percebi a importância de prestar atenção e tentar me manter pensando; recentemente, sem que saiba muito bem de onde a ideia veio, percebi que é bastante produtivo produzir rabiscos em um pedaço de papel, mantendo a atenção no encontro com ela, e não no rabisco – o que acontece é que muitas vezes o rabisco se remete a formas ou se aproxima de conformações que me fazem abordar o discurso dela de uma forma diferente, e essas aventuras têm se mostrado úteis.

Claro que fui pensando, na medida do possível e sem saturar a coisa com hiper-teorizações, nas dimensões em que essa proposta se ancora nas conceituações de Ogden a respeito do terceiro analítico, de Bion a respeito da reverie, e de Winnicott a respeito do squiggle. Os rabiscos que eu faço no papel (na verdade eu uso minha agenda, que fica sempre ao meu lado no consultório) não são aplicações dessas conceituações e eu não tinha essas concepções em mente quando comecei a fazer isso – na verdade não houve teleologia nenhuma a respeito da coisa, só passei a valorizar esse gesto quando percebi que estava ajudando nas sessões – mas tenho feito algum esforço para amparar essa prática tão inusitada para mim com algum pensamento clínico.

Pois bem, em determinado momento me peguei dando prosseguimento a um rabisco que tinha feito, desenhando uma espécie de fantasma trajando terno e maleta e estendendo um cartão em direção a um sensor que controlava uma catraca; o desenho era claramente a representação de uma imagem negativa e pesarosa da vida adulta, aproximando-se de alguma forma a esses temas como a perda de identidade e o esvaziamento pessoal diante dos procedimentos de massas, coisas do gênero. Uma das coisas que me chamou a atenção enquanto pensava o desenho (como disse não dedico grande intenção ao gesto de desenhar, de forma que pensar o desenho e fazer o desenho são gestos concomitantes, ambos submetidos ao processo de pensar o encontro e pensar a sessão) foi a distância entre o campo de remissão do desenho e o discurso da paciente naquele momento, bastante distinto disso – ela discorria sobre outras questões de sua vida particular, naquele momento em específico, e suas angústias cotidianas não têm grande afinidade com essas outras relativas à perda de identidade na “vida cinza” adulta.

Mais ou menos nessa altura de meus devaneios uma marcação discursiva específica da paciente me chamou a atenção e embarcamos em outras questões. Fechei minha agenda e coloquei-a de lado. Alguns minutos depois a coisa chamou minha atenção: ela estava falando, sem que eu soubesse muito bem por quê, sobre o medo de aceitar que estava se tornando adulta e perder-se no mundo, perder a própria identidade.

Fazendo um esforço, dei-me conta de que não tinha induzido aquele assunto de nenhuma maneira que pudesse recordar. Deixei o assunto de lado e foquei-me na sessão. Não esqueci do acontecido, no entanto, e o impacto se manteve em mim, assentando aos poucos com a perspectiva de que eu viesse a compartilhar o fenômeno em um texto.

Rabisco

ELEMENTOS DE UMA HISTÓRIA

Freud tinha interesse pelos fenômenos relacionados ao campo especulativo em torno da telepatia, e acreditava que um congresso de psicanálise poderia ser dedicado ao tema. O interesse de Freud era cultivado e alimentado pelo fascínio de Ferenczi pelo mesmo tema – ambos, no entanto, viam seus interesses desdenhados e contra-indicados, em nome da cientificidade da psicanálise e do futuro da disciplina2.

Quem faz o relato é Phyllis Grosskurth, em seu livro “O Círculo Secreto – o círculo íntimo de Freud e a política da psicanálise” – muito embora o tema da telepatia seja um coadjuvante em meio às muitas controvérsias e conflitos que marcavam o grupo à frente do movimento psicanalítico no princípio do século XX. Na maioria dos relatos históricos sobre a psicanálise a telepatia ou é absolutamente deixada de fora, ou mencionada como espécie de extravagância de Freud, ou colocada ao lado da hipnose, como os elementos pré-históricos do nascimento da psicanálise. Assim como a telepatia, a hipnose fica relegada também como “prática de charlatães” e pseudo-ciência, o que aparentemente não era tão estabelecido à época da criação da psicanálise.

Estive lendo o livro “Discovery of the unconscious”, de Henri Ellenberger, que é um clássico da história da psiquiatria e da psicanálise. Ellenberger me estimulou a questionar esse tipo de reificação do caráter “revolucionário” da psicanálise, e me peguei bastante envolvido com esse requestionamento dessa história. Ao que parece há um enraizamento bastante profundo das práticas psicanalíticas em relação ao que se praticava naquele tempo, e a psicanálise parece, vista sob essa perspectiva “sócio-histórica” empreendida por Ellenberger, muito mais ancorada na história da psiquiatria do que coube ao discurso hegemônico contemporâneo considerar.

Fico com a sensação, grosso modo, que o campo discursivo que envolve a psicanálise é muito marcado ideologicamente, aprofundando diferenças, aumentando distâncias e produzindo vazios em relações e conexões que aparentemente foram muito distintas do que são apresentadas. Muito à semelhança da tal “história dos vencedores” apontada pelo materialismo histórico, em que aqueles com acesso a posição privilegiada manipulam a memória e os relatos de forma a produzir uma histórica harmoniosamente teleológica, o campo psicanalítico parece vítima de um certo esforço intencional de memória seletiva.

Um dos aspectos dessa memória seletiva é o destacamento da psicanálise em relação a sua história, sua incrustração em meio aos dispositivos de atenção/cuidado à saúde mental. Foucault, com a acidez que lhe é peculiar ao tratar da psicanálise, já chamava a atenção para esse ponto:

De minha parte, observei que os psicanalistas não gostam quando se tenta aprofundar a história das formas de conhecimento que lhes são próprias, a partir da prática dos asilos de alienados. Eu constato, em contrapartida, que Einstein pôde pretender que a física se enraíza na demonologia, sem com isso ofender os físicos. Como explicar esse fenômeno? Pois bem, os últimos são verdadeiros cientistas, nada tendo a temer por sua ciência, enquanto os primeiros têm, antes, medo de ver comprometer-se, pela história, a fragilidade científica de seus conhecimentos. Portanto, sob a condição de que os psicanalistas não façam muito caso da história de suas práticas, eu teria mais confiança na verdade de suas afirmações”.

Michel Foucault, Ditos e Escritos I, pág. 342.

Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2002

No caso de Foucault o viés me parece igualmente ideológico, já que o método de análise dele não me parece de forma alguma isento. De qualquer maneira o diagnóstico me parece preciso: a psicanálise “faz muito caso” da história de suas práticas, e o campo me parece excessivamente marcado por conflitos ideológicos.

Citei como exemplo o caso da telepatia. O interesse estava posto desde sua criação, e o fato é que o que Ellenberger chama de “primeira psiquiatria dinâmica” – a que inclui Kraepelin, Meynert e Charcot – é a mesma que inclui o nascimento da parapsicologia (com o estudo do espiritismo que à época era novidade) e a escola de hipnólogos de Nancy, e as remissões internas entre os campos não é pequena. O que quero dizer com isso é que há muito mais em jogo na relação de Freud com a psiquiatria orgânica, com a parapsicologia e com a psiquiatria dos “vencidos”, hoje considerados hereges ou charlatães, é muito mais íntima e muito menos distante do que se apregoa e do que ele mesmo se habituou a afirmar. Vale notar, por sinal, que Freud tinha um certo prazer em afirmar seu isolamento e ostracismo perante os pares médicos, e esse prazer muitas vezes o levou a exagerar nos tons e apregoar radicalidade e inovação absoluta quando isso de fato não ocorria.

De fato, apesar de ser psicólogo e ter estudado na graduação só a história da psicologia, fico cada vez mais propenso a considerar que o lugar por excelência para o estudo da psicanálise figura em meio à história da psiquiatria; mais que isso, me parece que esse estudo e essa inclusão permitiriam maior compreensão dos elementos em causa no suposto “litígio” entre o “mentalismo”, o “positivismo” , a “psiquiatria baseada em evidências” e tantos outros epítetos bregas que se multiplicam por aí.

Aprofundaria, portanto, o argumento de Foucault: a história da psicanálise e, mais que ela, a história da psiquiatria carece de estudo e crítica sistemáticas; a ausência de sistematicidade de estudo do campo permite distorções e manipulações ideológicas que me parecem descabidas em um campo com tão profundas consequências no campo acadêmico e na sociedade; e, mais importante que tudo, as cisões e divisões de “grupos” e “seitas” é mais aparente e mais retórica do que real.

TELEPATIA?

Não me interesso pelo suposto fenômeno da telepatia. O ponto para o qual gostaria de chamar atenção é simplesmente o fato de os trabalhos de tratamento dos sofrimentos “mentais” (e a psiquiatria “baseada em evidências” também lida com esse campo, quer o reconheça ou não) estar muito mal mapeado. Se a telepatia em algum momento se apresentou enquanto questão, ela reverbera necessariamente outros aspectos da história dos tratamentos mentais; o “magnetismo” no século XVIII, a sugestão nos séculos XIX e XX e o efeito placebo em nossos tempos são apenas três dos correlatos imediatos mais óbvios de um campo que afugenta todo profissional com interesse de estabelecimento e reconhecimento e com pretensão à “seriedade” (seja ela científica ou não).

No caso da psiquiatria mais avessa à especulação e mais aflita por estabelecimento enquanto ciência, o efeito placebo suscitava algum incômodo até ser estabelecido um “acordo de cavalheiros” incluindo uma estatística que pareceu razoável, permitindo afugentar esse pomo de discórdia como uma espécie de “ruído estatístico” mapeável e passível de circunscrição; acho que usam algo como 30% na maioria dos estudos, não sei bem. Há quem diga – John Forrester, em seu “Lies, Money and Psychoanalysis” é um deles – que esse número não é tão certo assim, e há pesquisas compreendendo até 70% do efeito terapêutico de terapêutica médica (que erroneamente se reduz hoje à prescrição de remédios) ao efeito placebo ou ao rapport. Certamente esse tipo de discussão produziria muito conflito de interesses e o egoísmo tolheria uma discussão séria nesses campos; o que se salva dessa discussão me parece o fato de que há um componente terapêutico em ação no encontro da pessoa que procura atenção profissional por sofrimento “mental” que passa simplesmente pela relação com o profissional (médico, p.e.). Sugestão? Rapport? Telepatia? Não sabemos; simplesmente não sabemos. Quem estuda isso hoje? Alguém tem coragem? Que eu saiba, ninguém.

No caso da psicanálise existem as considerações relativas à transferência – por meio da qual o paciente deposita na relação com o analista elementos históricos que fundamentam seu sofrer, e essa deposição poderia ser mobilizada como elemento para a cura (o que não deixa de ser uma apropriação técnica e intencional de fenômenos que se inscrevem no mesmo campo daquele do efeito placebo). Em alguns campos específicos dentro da psicanálise o campo de estudos dos fenômenos da transferência acabou engendrando outros, como contra-transferência, terceiro analítico, sala de análise, suposto-saber e tantos outros. Talvez se possa dizer que há maior esforço por parte dos psicanalistas em se debruçar sobre esse estranho campo de fenômenos que cobre a relação do paciente com o profissional em quem deposita a confiança de melhora; seja ou não seja procedente, me parece que os psicanalistas (mas não só eles) devem algo à história, e ganhariam muito se pudessem considerar a história do campo de fenômenos que abordam. Freud criou, sim, uma disciplina, um saber, uma prática; mas o que criou se inscreve em uma longa história, história que a psicanálise parece renegar.

Mesmer supunha que havia um elemento presente em todas as coisas, elemento que ele denominou de magnetismo animal, e o terapeuta tinha por função canalizar o fluxo de magnetismo saudável para o paciente, que estaria doente por ausência de magnetismo ou pela presença de um magnetismo “fraco”. Esquirol e outros de seu tempo propunham que o alienista devia se apresentar forte, vigoroso, saudável, bem cuidado, impecável na moral e no asseio, porque seria sua ascendência e seu domínio sobre as fraquezas morais e constitutivas do alienado que permitiriam o arrependimento, a confissão do erro de julgamento e a eventual cura. Freud supunha que os pacientes “transferiam” para o analista lembranças e afetos anteriormente endereçados a figuras de afeto, que teriam sido na história do paciente destinatárias de desejos reprimidos, proibidos ou revestidos por alguma associação traumática, e seria a ação do analista sobre essa transferência que permitiria o trabalho e a eficácia da análise. Psiquiatras em pesquisa devem estabelecer uma relação amistosa e cordata com os pacientes sob pesquisa, porque eventuais posturas empáticas, confortadoras ou encorajadoras poderiam “distorcer a pesquisa”, na medida em que essa postura pode favorecer uma melhora e mesmo uma cura. A tendência é considerarmos esses fenômenos de forma cindida, como representantes de momentos e disciplinas distintos. O que estou dizendo é que acredito que isso é um erro.

E se é um erro, não diria que é um erro acidental. Confesso: assim como lembro e olho para esse acontecimento em minha atividade clínica, poderia e me sinto tentado a cada momento a não olhar, considerando esses acontecimentos como “curiosidades” ou “mistérios” da clínica. Podem ser curiosidades, podem ser mistérios, e certamente é difícil e constrangedor falar deles: mas acho que é por isso que eles configuram um desafio para nosso tempo, e acredito que um bom caminho seria a inscrição histórica de nossas práticas. Particularmente no que tange à psiquiatria, creio que essa segue um mau caminho quando constrange o fenômeno sob a sigla de um “ruído estatístico” (cuja delimitação me parece polêmica) num esforço problemático para silenciar um dos determinantes da prática. A frieza médica pode ser incontornável, mas no campo do tratamento dos sofrimentos “mentais” a relação entre o profissional (médico, p.e.) e o paciente configura o único nó histórico perene, desde o século XVIII até os dias de hoje. Virar as costas me parece, se não temerário, certamente mesquinho.

1Não se trata de um relato de caso, mas de uma vinheta clínica inspirada em minha vivência clínica. A única pessoa a se expor com esse relato sou eu.

2Freud, na verdade, tinha mais medo das consequências de seu interesse do que interesse, e por isso era mais um censor do que um entusiasta da ideia

 

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4 comentários sobre “PSICANÁLISE, PSIQUIATRIA E HISTÓRIA

  1. Ivan

    Acho fabuloso que seu texto parta de um certo
    recuo na condução de um tratamento quando você diz “fui aprendendo que é importante respeitar..”, ou seja, trata-se de uma
    questão clínica e que certamente envolver, como toda discussão clínica, relações de poder: tema certamente caro para aqueles que leem Foucault e que estão atentos à ética. Ressalto isso porque se um primeiro momento da clínica ocorre algo como uma experiencia intuitiva, informe, pré-reflexiva, como alguns nomeiam, o cuidado é que tal prática não descambe num exercício de poder. Você deve conhecer o famoso artigo de Canguilhem “O que é a psicologia?”, cujo titulo-pergunta tem como resposta mais ou menos o seguinte: a psicologia é uma medicina sem controle, uma ética sem exigências e uma filosofia sem rigor.Nesse sentido, concordo que a história da psicologia, da psiquiatria, etc – não só a psicanálise – não gozam de uma história cheia de enfeites e purpurinas. Lembraria ainda, segundo Arendt, que o bom uso da palavra nasceu da guerra, da dominação dos homens sobre outros homens. e ela não serviria ainda, em larga medida, para fins de dominação? Concordo contigo plenamente sobre uma recuperação da história, afastando-nos da atitude do unificador da Alemanha Bismarck: “Leis são como salsichas: é melhor não saber como são feitas”. Acrescento ainda que talvez a pluralização das diferenças, das distancias entre as escolas contenha uma verdade que ainda não possa ser posta para além de simples oposição e rivalidade. Vale lembrar que a partir da década de 70 a questão do UM e do múltiplo passa a ser uma chave nas discussões sobre o poder- vide Pierre Clastres na antropologia ou ainda Deleuze na fillosofia. A multiplicidade pode ser vista como o mais completo caos e desordem para aqueles que não toleram um para além da política do UM. Mas também não é possível dizer que todos os saberes equivalem, pois dai não passam de mercadorias comparadas a um valor abstrato como o capital. Por fim, como ouvi de um filósofo, as vezes uma prática deve fracassar várias vezes a fim de que algo dessa experiencia possa ser corrigida para que – volto a usar tal expressão – não se reduza a um mero exercício de poder. Para que a história da psicanálise, da psiquiatria, enfim da sociedade, não seja a história do censor. Produzamos!

    1. Legal, Ivan, fico feliz que tenha lido e se interessado! Concordo com a maioria das suas colocações (uma ou outra eu confesso que não entendi). Vamos pensando juntos!

  2. Curti o texto, Will.
    Acho esses temas que voce toca no texto bastante interessante!
    Gostaria de deixar apenas uma critica, espero que construtiva. Fiquei com a sensacao em alguns momentos do seu texto de que voce da um tom de que ninguem pesquisa ou da valor a esses fenomenos atualmente, seja na psicanalise, seja na medicina. Acho talvez que se trata muito mais desses fenomenos ocuparem um espaco marginal nesses campos de conhecimento, de nao fazerem parte do discurso hegemonico. Assim como nao fazem parte da historia oficial.
    Talvez seja meio obvio isso que eu to dizendo. Mas acho um cuidado importante é o de voce tambem nao se “isolar” achando que ninguem mais ta falando sobre essas questoes.
    Fico pensando, acho que na medicina fica mais claro, que tudo o que nao faz parte do discurso biomedico dominante acaba assumindo bastante um lugar bastante alternativo. Esses temas que voce aborda no seu texto, vao ganhar espaco nas chamadas “medicina alternativa” ou “integrais”, ou seja la o nome que for.
    Acho que talvez a questao importante seja pensar porque esses temas nao ganham voz no discurso cientifico dominante.

    1. E aí, Alan!
      Legal tua lembrança, de fato é um cuidado importante de se manter. Eu de fato não considero que esteja sozinho ou à frente de nada – na verdade acredito que existe muito trabalho de ponta disponível e muitos mais a caminho em relação a esse tipo de história crítica ou genealogia ou o que quer que seja. Do ponto de vista histórico me baseio um tanto nos trabalhos da Roudinesco, do Peter Gay, do Foucault, do Forrester, do Dalgalarrondo e do Ellenberger, cujos trabalhos indicaria; Rafael Lima (que você conhece) também tem trabalhado muito com a história da psicanálise e produziu uma dissertação de mestrado muito boa a esse respeito. Considero, acima de tudo, que estou ainda mapeando um campo de interessa, e que por isso não conheço grande parte da produção acumulada no tema. O ponto para o qual quis chamar a atenção no texto foi a necessidade de se dedicar alguma atenção para isso do ponto de vista da organização cotidiana e institucional, a fundação social mesma dessas práticas (não é propriamente a ideologia, mas é tipo isso). De qualquer maneira, agradeço pela leitura, pelo comentário e pela importante lembrança, e concordo com a tua colocação!

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