Gente, é urgente, juro

Ora vejo que me acompanham, ora vejo que me perseguem, ora vejam o tipo de absurdo a que me submetem, tomem nota, compadres, tomem tento, tem gente com medo de gente de dentro, e gente temendo que venham de fora os terrores maus tempos de infernos por vir, dizem que chamam na coreia, a do … Continue lendo Gente, é urgente, juro

Isolina

Isolina, minha avó.Muitas outras imagens, lembranças, muitas outras Isolinas há; a que conheço, se é que conheço, é minha avó.Eu acho que a conheci de verdade no período em que ela, aos poucos, se desconhecia. O acaso ou coisa que o valha me levou para perto dela quando os ares mudavam, seu castelinho desmoronava, suas … Continue lendo Isolina

Se eu pudesse comer livros

  Sempre pensei que eu não pudesse comer livros; na verdade, sempre acreditei que os livros não servissem para nada, fossem anti-pragmáticos meio que por definição – Borges diz que são um dos artefatos mais curiosos criados pelos humanos, e eu acabei adicionando por conta própria a desfuncionalidade. Assim, eles servem para alguma coisa, claro … Continue lendo Se eu pudesse comer livros

Esquadros

  Eu ando pelo mundo, e eu presto atenção. Ando a pé, ando de ônibus e metrô, também, feliz, e ando de carro quando preciso; prestar atenção eu sempre presto.   Presto atenção, como a Calcanhota, em cores que não sei o nome, mas não as dela, não as de Almodóvar ou de Frida Kahlo … Continue lendo Esquadros