Dias oitavos

"Se você quer tanto escrever, por que não escreve?". Quem me perguntou isso foi o Gus, com quem morei numa república por memoráveis dois anos e meio da graduação. Eu vivia falando que precisava abrir espaço na agenda, porque fazia coisas demais etc., até que um dia ele se cansou da lenga lenga e soltou … Continue lendo Dias oitavos

Meu encontro com meu racismo

Descobri que sou racista no fim de 2014. Era período de entrega de avaliações na faculdade em que dava aulas, e eu estava entregando as avaliações e fazendo devolutiva com uma turma de supervisionandos. Acontece que as avaliações eram feitas em termos de “conceitos” (“suficiente”, “ótimo”, “insuficiente” etc), que eram depois transpostos para o sistema … Continue lendo Meu encontro com meu racismo

Isolina

Isolina, minha avó.Muitas outras imagens, lembranças, muitas outras Isolinas há; a que conheço, se é que conheço, é minha avó.Eu acho que a conheci de verdade no período em que ela, aos poucos, se desconhecia. O acaso ou coisa que o valha me levou para perto dela quando os ares mudavam, seu castelinho desmoronava, suas … Continue lendo Isolina

Se eu pudesse comer livros

  Sempre pensei que eu não pudesse comer livros; na verdade, sempre acreditei que os livros não servissem para nada, fossem anti-pragmáticos meio que por definição – Borges diz que são um dos artefatos mais curiosos criados pelos humanos, e eu acabei adicionando por conta própria a desfuncionalidade. Assim, eles servem para alguma coisa, claro … Continue lendo Se eu pudesse comer livros